Esta é a reação de muitos gestores e diretores de TI quando se deparam com o desafio de incorporar a Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) aos negócios de sua organização.

Assim como muitas outras tecnlogias que sempre surgem com o intuito de resolver todos os problemas da humanidade, SOA dispontou no cenário corporativo com promessas como:

  • Separação de infraestrutura e negócio
  • Reuso de funcionalidades
  • Maior agilidade nas mudanças de negócio
  • Flexibilidade para acoplamento entre produtos
  • Menor custo na produção de novos módulos de software
  • Entre outros...

O fato é que a carência de algo mais eficaz que a tecnlogia que possuimos hoje é tanta que as empresas sequer se preparam para adotar as novas tecnlogias que surgem.

Embora pouco divulgado, SOA não é algo novo como se pensa, não foi um milagre dado pelo Deus todo poderoso para nos ajudar com os problemas que insistimos em criar. Estudos de SOA datam antes mesmo da hoje disseminada programação orientada a objetos, que também já caminhava desde meados dos anos 70 mas só veio a tona no início do ano 2000. Tão somente esta nova onda de SOA buscou unir as melhores práticas de muitas tecnlogias do passado. Muitas novas frentes de pesquisa retomaram os estudos e mais profissionais se empenharam em redefinir e ampliar o conceito de SOA.

Infelizmente muitos gestores de TI apenas lêem o que a tecnlogia faz mas esquecem de estudar como ela faz, ou melhor, o que é necessário para que ela cumpra bem o seu papel. Como resultado, nos ultimos anos iniciou-se uma correria louca para implementar as promessas de SOA dentro das organizações a fim de sair na frente no que parecia ser a nova tendência. Não é difícil imaginar que muitos dos processos que SOA estabelece foram simplesmente ignorados, pularam as fases do pré-requisito e seguiram direto para implantação e execução.

Somente para que o leitor tenha idéia de como isso parece, é o mesmo que morar numa ilha de 10 metros quadrados e comprar uma ferrari para passear por ela. Não há muito terreno para explorar e a ilha não possui conexão com outra área por via terrestre. Logo, qual o ganho obtido em gastar uma fortuna para comprar uma ferrari? Não seria antes mais proveitoso construir uma ponte que ligasse a ilha a uma extremidade com uma área maior? E uma questão tão importante quanto construir a ponte é contratar alguém que realmente saiba construir uma boa ponte.

Pois foi exatamente assim que muitas empresas tentaram implantar SOA em suas empresas e consequentemente lamentaram a tentativa. Estavam com uma verdadeira ferrari nas mãos porém só podiam passear em meia duzia de pequenos locais dentro das suas dependências. Aquilo que viria para integrar toda a empresa e prometia resolver os problemas não passava de um "elefante branco" que desperdiçou um longo tempo e consumiu recursos absurdos. Daí então não é difícil encontrar justificativas e desculpas que culpam a tecnologia pelo fracasso na implantação. Mais ainda, profissionais despreparados e completamente alheios aos processo de SOA tentaram aos trancos e barrancos modificar o atual modelo apenas "acoplando" partes de tecnlogias que se diziam orientada a serviços.

A questão é que SOA é altamente focado em processos de negócio! SOA não é simplesmente britar softwares isolados nos departamentos em webservices disponíveis através da rede. A implantação de SOA parte da mais alta gestão de processos dentro da empresa, redefine todo o papel dos processos de negócio e faz com que a empresa trabalhe como um conjunto de serviços que conectados entre sí automatizam e cumprem os fluxos de processo que a empresa executa. A tecnologia está em segundo plano para o universo SOA.

Portanto, se você é gestor ou diretor de TI ou mesmo tem influência nas decisões que envolvem tecnlogia da informação, antes de implantar SOA (adquirir a ferrari), busque definir bem seus processos de negócio (construir uma estrada) junto as equipes que executam estes processo (profissionais para construir a estrada) para que usufrua das vantagens e benefícios da Arquitetura Orientada a Serviços. E assim, conseguir passear com SOA para dentro e fora de sua empresa.

Última atualização (Dom, 22 de Janeiro de 2012 16:52)

 


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Processos orientados a SOA representam a nova geração na criação de componentes.